Motorola Milestone: o próximo Jesus Phone?
confesso que nos primeiros dias com o Milestone (Droid para o resto dos terráqueos) estava com aquela sensação de “celular bacana, mas não gastaria R$ 1,8 mil nele de jeito nenhum!”.
tá, continuo convicto de que não existe a menor condição de pagar tudo isto em um celular, mas pelo menos a ideia não parece tão surreal quanto no início. o que me fez mudar de ideia? os detalhes. sim, parece coisa do Roberto Carlos, mas no Milestone eles são coisas “muito grandes pra esquecer”. Por exemplo:
- o fato de você não precisar apertar dois botões em uma fração de milionésimos de segundos para bloquear o teclado, basta apertar o botão liga/desliga (imagem 1);
- a tela que não fica acesa enquanto você está em uma ligação, mas que se acende “por mágica” quando voce tira o telefone do ouvido (o iPhone também tem isso né?);
- uma função que reconhece gestos como o desenho da letra W, ou do B como atalho para ativar funções como a conexão Wi-Fi e Bluetooth (imagem 2);
- o Phone Portal, que permite que você configure seu aparelho pelo computador sem precisar instalar nenhum programa, ou mesmo conectar qualquer fio, basta ligar o Wi-Fi e acessar um endereço IP fornecido pelo aparelho (imagem 3);
- um aplicativo que mostra o porcentual de energia consumida por cada atividade do aparelho (imagem 4);
o Android 2.0 faz um ótimo trabalho no aparelho. o DEXT, que dei uma olhada rápida na Futurecom do ano passado, era um pouco lerdinho. não sei ao certo se mais por culpa do Anroid 1.6, ou por causa do hardware, ou exatamente pela combinação dos dois. o fato é que está tudo melhor no Milestone. a tela grande e o teclado QWERTY – sem Ç – permitem que ele seja usado como um substituto do computador SIM, se você não baixa torrents, ou não liga para jogos e edição de áudio e vídeo. eu já fiz a experiência, fiquei uns 4 meses só com o meu E71 cumprindo essa tarefa. mas, não aguentava mais ficar sem baixar coisas novas e comprei um mini-note da HP.
mas o Milestone é o próximo Jesus Phone? para a Motorola, pode ser – o aparelho está fazendo sucesso nos Estados Unidos, pelo menos. mas é lógico, existem alguns pontos negativos:
- a tampa da bateria que solta quando você tira o telefone do bolso (imagem 5) *recebi comentários dizendo que este não é um problema comum. talvez seja algo que aconteça depois de algum tempo de uso, ou por você tirar e colocar a tampa várias vezes, como no caso de aparelhos enviados para teste*
- ligar para um número que acabou de te ligar, ou que está na agenda do telefone exige pelo menos uns 4 toques
- o menu que exige um pouco de prática para acertar o lugar certo onde apertar para abrir
- o cartão de memória fica em cima da bateria, então você tem que abrir a tampa e tirá-la se quiser mexer nele (imagem 6)
- apesar de seus 5 megapixels, a câmera é muito ruim para fotos tiradas a noite (o formato de nome dos arquivos no entanto é bem legal, com dia e hora em que a foto foi tirada 2010-02-05 21.20.33 no caso da imagem 7)

Detalhe do botão Liga/Desliga do Milestone/Droid

Função Meus Gestos

Phone Portal

Consumo de bateria

Tampa da bateria

Cartões SIM e de memória

Foto tirada a noite
Logo no começo do seu post, você disse que não daria tanto dinheiro pelo Miles. Ok, eu comprei um, mas mesmo assim o achei caro. Mas minha outra opção era BlackBerry Bold, que eu considero bom, mas com parcos recursos em relação ao Miles, embora o preço daquele seja equivalente ao desse. Na sua opinião, o BB exagerou no preço? Ou foi o Miles que exagerou?
cara, acho q o BB de fato é mto caro! vamos var agora com a fabricação no Brasil se isso muda um pouco. vou checar se o preço já caiu.
Outra coisa: a tampa do seu modelo foi fácil de retirar. A tampa do meu, porém, exigiu uma operação de guerra.
A tampa do meu nao sai com facilidade tb nao, bem pelo contrario eh uma guerra pra retira-la…
deve ter sido problema do modelo que peguei para teste então. talvez pelo tempo de uso, ou com a abertura frequente da tampa ela fique mais suscetível a se soltar