Linha Galaxy A, da Samsung, chega ao Brasil

A Samsung começa a vender no Brasil em fevereiro os 3 aparelhos da linha Galaxy A. Para quem não sabe, essa família é a primeira da Samsung com acabamento em metal. Com a lateral quadrada, os aparelhos são bem bonitos e muito parecidos com os iPhones 5 e 5S.

iPhone 5S, à esquerda, e o Galaxy A7 (as proporções não estão exatas

iPhone 5S, à esquerda, e o Galaxy A7 (as proporções não estão exatas

É curioso que, enquanto a Apple voltou às origens e fez o iPhone 6 com um design arredondado, a Samsung e a Nokia, com o Lumia 930, se voltaram à ideia da lateral quadrada.

Com câmera frontal de 5 megapixels – que faz suas selfies terem boa qualidade – e principal de 8 megapixels, o A3, o A5 e o A7 diferem entre basicamente por três características: o tamanho (e a resolução) da tela, o processador e, claro, o preço.

O A3 é o modelo mais básico. A tela é de 4,5 polegadas com resolução de 540 x 960 pixels. O processador é um quad core de 1,2 GHz. Por R$ 1,2 mil ele enfrenta o Lumia 830.

No A5, são 5 polegadas, com resolução de 720 x 1280 pixels. O processador é o mesmo do A3. O preço é R$ 1,5 mil. Ele chega para competir basicamente com o Moto X, da Motorola.

Já o A7 tem 5,5 polegadas e resolução FullHD (1080×1920 pixels). O processador tem oito núcleos, sendo quatro rodando a 1,5 GHz e os outros quatro a 1,8 GHz. Custando R$ 2.099 ele tem como principal alvo o G3, da LG.

Os três estão equipados com o sistema Android 4.4.4 (Kit Kat) e suportam cartão de memória de até 64 GB. Ah, os três modelos estão disponíveis nas cores branca, preta e dourada.

A3 tem tela de 4,5 polegadas

A3 tem tela de 4,5 polegadas

o sucesso do pau… de selfie

esqueça o iPhone 6, o Galaxy 5, TVs curvas, ou qualquer outro eletrônico lançado em 2014. O grande produto do ano foi, sem dúvidas o “pau de selfie”.

Vai dizer que você não viu um desses por aí em praticamente toda viagem, ou evento público no ano passado? Nos mais diferentes formatos e cores, essa bugiganga fez a festa dos amantes das fotos de si mesmo e irritou muita gente. No show do Paul McCartney em São Paulo, por exemplo, era proibido entrar com o pau de selfie – claro que eles não usaram esse nome né. Na melhor polidez britânica, a proibição era ao uso do “bastão de GoPro”. A propaganda nesse caso é justa, já que foi a fabricante das pequenas câmeras que popularizou o “pau de selfie”.

Goste ou não o pau de selfie é um sucesso. Se essa moda vai durar, aí são outros 500. Pensa bem: eles são certamente bem menos ruins que os drones de selife!

Pau popular

Como comprar o PC ideal?

Sempre me pedem dicas sobre que PC comprar. A verdade é que não existe fórmula mágica. Tudo depende de como a pessoa vai usar a máquina e, é claro, quanto dinheiro ela tem disponível para gastar. E isso é verdade também para tablets, smartphones e outros eletrônicos.

Mas tem três pontos que devem ser considerados requisitos mínimos.

Processador: evite as opções mais simples. No caso da Intel o i3 e da AMD a E-Series. O problema com essas linhas mais baratas é que você, provavelmente, verá sua máquina ficar bastante lenta em cerca de dois anos, ou menos. Se você vai direto para os modelos superiores (i5 no caso da Intel e XX para a AMD), a “expectativa de vida” da máquina pode subir para uns 3 anos, facilmente.

Memória RAM: não aceite nada inferior a 4GB. A justificativa pra isso é um pouco técnica, infelizmente.

O Windows de 32 bits só consegue ler um máximo de 3GB de memória RAM. Isso significa que se você colocar 10 GB, estará desperdiçando 7GB, porque ele só vai trabalhar com os 3GB que ele dá conta. Coisas da Microsoft. Para contornar essa limitação, ela começou a vender o Windows de 64 bits que resolve esse problema e é muito mais estável. Assim, uma máquina com mais de 4GB de RAM certamente terá o Windows 64 bits instalado, o que vai deixar o usuário mais tranquilo

HD: a maioria das máquinas hoje é vendida com 500 GB de espaço para guardar arquivos. E isso é mais que suficiente para qualquer ser humano normal. As opções com 1 terabyte (TB) são tentadoras, mas pagar a mais por isso é desnecessário. Algumas máquinas já estão saindo de fábrica com os chamados discos de estado sólido (ou SSD). Eles geralmente oferecem menos espaço para guardar arquivos, mas fazem com que a máquina fique mais veloz. Mas isso é assunto para outro post.

A grande aposta dos fabricantes hoje é nas máquinas com tela sensível ao toque, ou nos equipamentos que podem ser usados como tablets – também conhecidos como 2-em-1.

Quando se fala em uma máquina com tela sensível é preciso considerar que ela pode custar de R$ 300 a R$ 500 a mais que um modelo sem essa tecnologia. Então você tem que pesar muito se ela fará uma grande diferença na sua vida. Tenho usado o Windows 8 em uma máquina de 2009 e, honestamente, não faz falta nenhuma.

Já sobre os 2-em-1, bom, aí, definitivamente é uma questão de preço. Você faz questão, ou tem necessidade de uma máquina que dobra, ou gira a tela de forma que você possa usá-la como tablet, ou é daqueles que acha que cada coisa tem sua função e fim de papo?

Nada como uma Black Friday para animar o povo…

Depois de um longo e tenebroso inverno, resolvi reativar (ou pelo menos tentar) esse singelo blog.

E nada melhor para fazer isso do que falar de um assunto do momento: a Black Friday. Não, a ideia não é falar de descontos que ainda estão rolando e sim dos resultados das promoções.

Foram mais de R$ 800 milhões em vendas e mais de 2 milhões de produtos comprados, segundo levantamento feito pela ClearSale. Na média, cada internauta que participou da brincadeira gastou R$ 416,75.  Números bastante interessantes para um país que apresentará crescimento perto de zero neste ano, né? Acho que o saco do bom velhinho vai ficar meio vazio.

Abaixo vocês podem ver alguns números compilados pelo site de comparação de preços Zoom.

E vocês, o que acharam da Black Friday? Fiquei sabendo de uns sortudos que conseguiram compra TV de 70 polegadas por um décimo do preço original, de R$ 11,2 mil, por erro no site de um grande varejista. Os caras detectaram a falha, mas resolveram arcar com o prejuízo e ter alguns clientes (MUITO) satisfeitos.

 

BLackFridayZoom_infografico

Copa, Tvs de LCD e eleições

Post publicado originalmente no blog Nota de Rodapé

Não sou comentarista de futebol mas sei que a Copa do Mundo este ano será de grandes emoções. Imagina ver Lúcio, Grafite e companhia jogando em alta definição? Oh sufoco! Pois é, pode se acostumar com a ideia. A Copa de 2010 será a Copa das telas finas, da alta definição e da TV digital. Esse era o momento que toda a indústria vinha esperando nos últimos quatro anos. É que no Brasil não existem datas fortes todo ano que impulsionem a troca massiva de TVs. Nos Estados Unidos, por exemplo, tem a final do futebol americano, do campeonato de basquete etc. Fica mais fácil vender. Por aqui, qual seria o argumento?

Veja o último capítulo da novela das 20h (que passa às 21h) em alta definição? Não cola né. Pois eis que chega a Copa, que coincidentemente é em ano de eleição. E o que o governo faz? Inclui a fabricação de telas de LCD no país dentro do Processo Produtivo Básico (PPB), mecanismo que reduz diversos impostos para quem decide investir na fabricação de um determinado produto no Brasil. Pelo menos duas fabricantes já demonstraram interesse público no desconto – Philips e AOC. As outras certamente seguirão a tendência. E você já viu como as TVs estão baratas ultimamente? Tem até fabricante fazendo parceira com operadora de TV a cabo pra vender os dois produtos juntos.

E o povo parece ter respondido ao estímulo. Só no primeiro trimestre, a demanda por esses aparelhos foi três vezes maior do que no mesmo período do ano passado. Até o fim do ano a expectativa é de que sejam vendidas de 10 a 12 milhões de TVs. Tudo bem, já existia uma tendência (e um interesse) natural dos fabricantes em reduzir os preços desses produtos, então não dá para dizer que o movimento está totalmente atrelado à isenção fiscal. Mas que o governo certamente se beneficia do bem-estar social gerado com o fato de mais pessoas terem esses
aparelhos em casa, isso é inegável. E pode ter certeza que mesmo de forma sutil, isso estará presente na campanha eleitoral. Putz, não tinha me dado conta. Imagina ver o Serra e a Dilma em alta definição? Cruzes.

Motorola Milestone: o próximo Jesus Phone?

confesso que nos primeiros dias com o Milestone (Droid para o resto dos terráqueos) estava com aquela sensação de “celular bacana, mas não gastaria R$ 1,8 mil nele de jeito nenhum!”.

tá, continuo convicto de que não existe a menor condição de pagar tudo isto em um celular, mas pelo menos a ideia não parece tão surreal quanto no início. o que me fez mudar de ideia? os detalhes. sim, parece coisa do Roberto Carlos, mas no Milestone eles são coisas “muito grandes pra esquecer”. Por exemplo:

– o fato de você não precisar apertar dois botões em uma fração de milionésimos de segundos para bloquear o teclado, basta apertar o botão liga/desliga (imagem 1);

– a tela que não fica acesa enquanto você está em uma ligação, mas que se acende “por mágica” quando voce tira o telefone do ouvido (o iPhone também tem isso né?);

– uma função que reconhece gestos como o desenho da letra W, ou do B como atalho para ativar funções como a conexão Wi-Fi e Bluetooth (imagem 2);

– o Phone Portal, que permite que você configure seu aparelho pelo computador sem precisar instalar nenhum programa, ou mesmo conectar qualquer fio, basta ligar o Wi-Fi e acessar um endereço IP fornecido pelo aparelho (imagem 3);

– um aplicativo que mostra o porcentual de energia consumida por cada atividade do aparelho (imagem 4);

o Android 2.0 faz um ótimo trabalho no aparelho. o DEXT, que dei uma olhada rápida na Futurecom do ano passado, era um pouco lerdinho. não sei ao certo se mais por culpa do Anroid 1.6, ou por causa do hardware, ou exatamente pela combinação dos dois. o fato é que está tudo melhor no Milestone. a tela grande e o teclado QWERTY – sem Ç – permitem que ele seja usado como um substituto do computador SIM, se você não baixa torrents, ou não liga para jogos e edição de áudio e vídeo. eu já fiz a experiência, fiquei uns 4 meses só com o meu E71 cumprindo essa tarefa. mas, não aguentava mais ficar sem baixar coisas novas e comprei um mini-note da HP.

mas o Milestone é o próximo Jesus Phone? para a Motorola, pode ser – o aparelho está fazendo sucesso nos Estados Unidos, pelo menos. mas é lógico, existem alguns pontos negativos:

– a tampa da bateria que solta quando você tira o telefone do bolso (imagem 5) *recebi comentários dizendo que este não é um problema comum. talvez seja algo que aconteça depois de algum tempo de uso, ou por você tirar e colocar a tampa várias vezes, como no caso de aparelhos enviados para teste*

– ligar para um número que acabou de te ligar, ou que está na agenda do telefone exige pelo menos uns 4 toques

– o menu que exige um pouco de prática para acertar o lugar certo onde apertar para abrir

– o cartão de memória fica em cima da bateria, então você tem que abrir a tampa e tirá-la se quiser mexer nele (imagem 6)

– apesar de seus 5 megapixels, a câmera é muito ruim para fotos tiradas a noite (o formato de nome dos arquivos no entanto é bem legal, com dia e hora em que a foto foi tirada 2010-02-05 21.20.33 no caso da imagem 7)

Imagem 3

Detalhe do botão Liga/Desliga do Milestone/Droid

Imagem 2

Função Meus Gestos

Imagem 3

Phone Portal

Imagem 4

Consumo de bateria

Imagem 5

Tampa da bateria

Imagem 6

Cartões SIM e de memória

Imagem 7

Foto tirada a noite

quantos brasileiros já mexeram no Nexus One? eu já…

tive um contato rápido com o Nexus One há alguns dias – num lance de extrema coincidência, diga-se de passagem – e fiquei bastante impressionado com o que vi. por fora, o aparelho não tem nada demais, lembra o da Huawei, sem muita firula de ‘design’ ou coisas do tipo. e isso é muito bom! ele tem o tamanho e o peso de um iPhone, mas na mão, não parece tão “quebrável” quanto o telefone do Demo. o casamento do Android 2.0 com o hardware do aparelho é excelente e as aplicações carregam e funcionam sem lerdeza. como nosso encontro foi muito rápido, não tive tempo de ir muito mais a fundo na questão, então, ficam as fotos deste momento.

na verdade eu tentei comprar um Nexus One no dia do lançamento – estava em Las Vegas para a CES. mas o Brasil não estava na lista dos países que aceitam pagamentos do Google Check Out. o engraçado é que outros paises com B, que não estão no famoso BRIC aceitam o bendito. será que lá também os executivos falam: o PAÍS é super estratégico para nosso planejamento até 2135″. pelo menos por lá as coisas estão disponíveis.

Nexus One

Grata coincidência!

Nexus One

de ladinho...

Nexus One

por trás não é lá essas coisas